PRAIA DO MOÇAMBIQUE: Um paraíso selvagem e intocado em Florianópolis
Continuando nossa missão de conhecer todas as praias de Floripa, fomos ao Leste da Ilha em uma das nossas favoritas: a Praia do Moçambique.
🌊 Sobre a Praia
Com cerca de 9 km de extensão, é a maior praia da Ilha de Santa Catarina. A areia é clara e fofa, o mar aberto, com águas frias e ondas fortes, sendo um dos picos favoritos dos surfistas.
A Praia do Moçambique está inserida no Parque Estadual do Rio Vermelho e é, portanto, uma área de preservação ambiental. Assim, construções são proibidas e ali não há nenhuma estrutura de restaurantes.
É esse isolamento que garante que essa praia seja 100% própria para banho.
Bem à direita (no lado Sul), ela faz divisa com a Barra da Lagoa. Desse lado da praia (até mais ou menos a metade dela), observamos ondas mais fortes e um grande número de surfistas.




Já para a esquerda (lado Norte), é onde ficam as dunas do Moçambique e onde ela faz divisa com a Praia do Santinho. O cenário ali é lindo e há inclusive uma trilha pelo costão, que leva até a Praia do Santinho. Nesse lado da praia as ondas estavam um pouco mais calmas (consideramos um ponto melhor para banho).




💡CURIOSIDADE! Sobre o nome da Praia do Moçambique, a teoria mais aceita localmente é que o nome vem de um pequeno molusco comestível chamado moçambique (também conhecido como tatuíra em outras regiões), que era muito abundante em suas areias.
🥾 Como chegar
Você consegue acessar a Praia do Moçambique de carro. O acesso principal fica na Rodovia João Gualberto Soares e o portão fica aberto das 6h às 22h. Percorrendo esse caminho principal, você chega bem do lado direito da praia, e o acesso é fácil. Caso queira, a partir desse ponto você consegue chegar até o outro extremo da praia (do lado esquerdo), porém o caminho é todo cheio de areia da praia. Observe a situação da estrada para não correr risco de ficar “atolado”.
Mas também é possível acessar a Praia do Moçambique de trilha! Existem várias pequenas trilhas na região que levam até a praia. A principal delas é no final da Rua do Moçambique. A trilha é curta (cerca de 800 metros), e passa por dentro da Floresta do Moçambique.


🌲 Floresta do Moçambique
É uma floresta principalmente composta por Pinus (pinheiros gigantescos). Ela é muito linda, achamos o cenário lá incrível! Tão lindo que muita gente vai até lá pra fazer ensaios fotográficos.
No entanto, apesar de lindos, os Pinus são considerados uma espécie invasora, de acordo com nossas pesquisas. Eles não são nativos do Brasil, foram plantados no local na década de 1960, e eles acabam impedindo que a vegetação nativa se desenvolva.


No caminho encontramos um balanço e não resistimos: fomos brincar um pouco!


A Floresta do Moçambique é linda e a trilha até a praia é super agradável. Mas lembre-se, ainda é uma floresta e exige certa cautela, como não ir sozinho e nem à noite.


✨ Por que amamos essa praia?
O leve isolamento é uma das coisas que mais amamos na Praia do Moçambique! Ela é perfeita pra quem prefere fugir do agito das praias mais movimentadas.
Mas lembre-se de levar água e lanchinhos. Nós sempre levamos uma toalha, sanduíches, garrafa térmica com café e montamos o nosso piquenique.
Leve também um recipiente para levar seu lixo embora (pois ali não há coleta pública de lixo).
O silêncio (exceto pelo barulho do mar) e a água limpa são um convite para desconectar, esquecer dos problemas e relaxar.
⭐ Avaliação Carimbo de Viagem: 10/10
🐒 Trilha Ecológica do Rio Vermelho
Depois de curtir a Praia do Moçambique, fomos até a Sede do Parque Estadual do Rio Vermelho, onde fizemos uma trilha ecológica guiada de cerca de 1 km.
Segundo informações obtidas por lá, o local é mantido somente com a arrecadação da venda dos ingressos (que em março de 2026 pagamos R$ 15,00 por pessoa) e com a lojinha e lanchonete que ficam junto à Sede. O local funciona de terça a domingo das 10h às 16h, mas as trilhas têm horários específicos, então é importante se informar antes.
O trabalho que eles fazem lá é admirável: cuidam de animais resgatados principalmente do tráfico e os mantêm em reabilitação até que estejam preparados para voltar à natureza (ou, quando isso não é possível, para alguma reserva ecológica).
Vimos animais como jabutis e cágados; aves como tucanos, urubus, papagaios e araras; e até uma cobra!
Durante a trilha, passamos também por um trecho da floresta. Lá, a guia ratificou o que vimos nas nossas pesquisas: ela explicou que os Pinus são vegetações que não agregam muito ao ciclo ecológico e inclusive que o local é chamado de “deserto verde”. Os galhos são muito abertos e não oferecem proteção, e por isso os pássaros não fazem ninho ali. Sem ovos, o ambiente não atrai animais como lagartos e outros répteis. São árvores que não produzem flores e seu fruto (a pinha) não faz parte da dieta da maioria dos animais. Além disso, elas liberam uma toxina no solo, que impede o desenvolvimento da vegetação nativa.




